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Princípio do método

A Captura Híbrida é uma solução hibridizadora que utiliza anticorpos na captura dos híbridos que são detectados por quimioluminescência através da amplificação de sinal. Os espécimes contendo DNA hibridizam-se com o coquetel de sonda específico de RNA-HPV. Os híbridos RNA/DNA são capturados sobre a superfície da microplaca sensibilizada com anticorpos específicos para os híbridos RNA/DNA. Híbridos imobilizados reagem com a fosfatase alcalina conjugada com anticorpos específicos para híbridos RNA/DNA e são detectados por substrato quimioluminescente.

Várias moléculas de fosfatase alcalina são conjugadas para cada anticorpo. Múltiplos anticorpos conjugados se ligam a cada híbrido capturado resultando na amplificação de sinal. A luz é emitida e medida em Unidade de Luz Relativa (RLU) no quimioluminômetro.

A intensidade da luz emitida denota a presença ou ausência do DNA nos espécimes. A medida RLU igual ou acima do Valor do cutoff indica a presença da seqüência específica de DNA-HPV no espécime. RLU menor que o valor do cutoff indica a ausência da seqüência de DNA-HPV específico ou que os níveis de DNA-HPV estão abaixo do limite de detecção do ensaio.

O ensaio conta com controles negativos e positivos, que são testados em triplicata. As leituras dos controles são utilizadas para a validação e o cálculo do cutoff. Para validação, sempre se deve observar os critérios abaixo:

–      O coeficiente de variação das leituras entre os micro poços dos controles negativos e positivos não deve ultrapassar 25%.

–      A divisão da média das leituras de RLU dos controles positivos pelos negativos deve ser superior a 2,0

–      Os controles negativos devem respeitar o limite máximo de background de 250 RLU.

Há ainda dois outros controles intra-teste. O primeiro é quando se faz a adição do reagente de desnaturação. Todas as amostras devem tornar-se de cor roxa, isso dá a certeza de que todo material será desnaturado. O segundo, quando da adição das sondas, a coloração deve mudar de roxo para amarelo, assegurando que todas as amostras receberam a quantidade ideal de sonda.

Coleta para HPV, CT e GC

Esfoliado Celular na Mulher:

1. Recomendável abstinência sexual de três dias, a paciente não deve estar menstruada e a coleta deve preceder exames do trato genital inferior.

2. A presença de sangue (não menstrual) ou de conteúdo vaginal anômalo não altera o resultado para os testes de Captura Híbrida.

3. É importante retirar com bola de algodão ou gaze o conteúdo vaginal ao redor do colo.

4. Introduzir toda a escova no canal cervical, entre 1 a 1.5 cm, até que as cerdas maiores toquem a região ectocervical. Rodá-la cinco (5) vezes no sentido horário. A seguir, escovar a ectocérvice.

5. Imediatamente após a coleta inserir a escova no tubete, dentro da solução de STM®.

6. Quebrar a haste da escova. Existe uma pré-marcação para este fim.

7. Fechar o tubete e agitar o coletor durante aproximadamente 30 segundos para homogeneizar a amostra.

8. Enviar o tubete com o STM® à Unidade mais próxima.

Nota: Para a colheita de células vaginais pode-se utilizar a escova cervical seguindo-se os passos de 5 ao 8. Para a coleta vulvar, umedecer a pele com solução fisiológica e realizar raspado com uma lâmina de vidro ou de bisturi. A seguir, com o auxílio da escova, depositar o espécime no tubete, procedendo na seqüência os passos de 4 ao 8.

Esfoliado Celular no Homem

1. É recomendável abstinência sexual de três dias e a coleta deve preceder exames do trato genital inferior.

2. Recomenda-se a utilização prévia por 5 minutos, de solução líquida de lidocaína a 2% sem vaso-constritor na uretra.

3. Introduzir as cerdas da escova na uretra distal, entre 1 a 1,5 cm, rodando-a cinco (5) vezes no sentido horário. A seguir, escovar a glande, sulco bálano-prepucial e o prepúcio.

4. Imediatamente após a coleta inserir a escova no tubete, dentro da solução de STM®.

5. Quebrar a haste da escova. Existe uma pré-marcação para este fim.

6. Fechar o tubete e agitar o coletor durante aproximadamente 30 segundos para homogeneizar a amostra.

7. Enviar o tubete com o STM® à Unidade mais próxima.

Fragmento de Biópsia

1. O fragmento deve ter de dois a cindo milímetros de diâmetro.

2. Imediatamente após a biópsia, com o auxílio da escova, inserir no tubete o(s) fragmento(s) dentro da solução de STM®.

3. Fechar o tubete e agitar o coletor durante aproximadamente 30 segundos para homogeneizar a amostra.

4. Enviar o tubete com o STM® ao seu laboratório de preferência.

Nota: Não pode ser utilizado formol para a preservação de biópsia, pois interfere na realização da Captura Híbrida®. O STM® é o único meio conservante para esse fim.